sábado, 17 de julho de 2010

Noite bem passada.

Neste momento estou sentada num jardim enorme, em cima de uma manta e coberta por outra. Sâo mantas vermelhas e quentes estas, que por aqui está frio.
Oico tocar jazz clássico num palco improvisado. Vejo casais em todas as direccões. Mas o que predominam sao os inúmeros pares de bailarinos que tomaram a iniciativa de acompanhar a música. Dancam swing e dancam bem. Vê-se também mulheres bonitas espalhadas pela relva. Observam solitárias, tal como eu que observo e absorvo todo este ambiente enquanto escrevo e entrecalo golos de cerveja com bafos de tabaco.
O sol já se pôs mas o céu não está escuro, mantém-se claro embora tenha nuvens.
A musica está boa. Muito boa. Imagino-os a tocar 'as time goes by' de Sam em Casablanca. E agora fico com a música na cabeca. Mas rapidamente desaparece quando comeco a ouvi-los tocar 'girl of Ipanema'. Como é que esta música me estava esquecida na memoóia? Acendo outro cigarro enquanto penso na versão original, 'garota de ipanema'. Que bem que a musica soa. Olho em frente. Cada vez há mais dancarinos. Agora invadem o jardim de beleza e música. Oh! Comecaram a tocar a a música do Cabaret. Lembro-me de ter visto a peca em Berlin. Outra música que esta noite saiu do esquecimento.
E agora comecaram a tocar Blues. Que noite mágica, esta.
Comeca um fogo de artifício. Desconheco a razão. O rapaz que agora me acompanha comenta a falta da Carvalhesa. Eu riu-me, teve piada. Comecamos ambos a entoa-la. E agora acabou o fogo e recomecou a musica. A rapariga loira à minha frente finge que toca inúmeros instrumentos imaginários. Está tão absorvida pela música que nem repara no ridículo da sua figura. Mas não há mal, mais ninguém repara. A rapariga bonita ao meu lado já foi convencida pela música e juntou-se ao vasto grupo de dancarinos. Eu vou buscar mais uma cerveja e, quem sabe, meter conversa com o casal simpático que ainda permanece junto à banca. A música é cada vez melhor. E eu vou guardar o meu caderno que utilizo para emergências 'literárias' (não sei até que ponto este texto merece tal designacão) e vou deixar-me levar.
Só houve um erro esta noite: a orquestra tocou Frank Sinatra. Reconheco a qualidade das suas músicas mas o homem era um 'merdas'. Bendito sejas, Coppola.

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