terça-feira, 20 de julho de 2010

Lisboa.

Hoje vou estar com as quatro. Ou melhor, com duas de certeza. Três, provavelmente. Contigo não sei se quero estar. Acho que me ia fazer mal.
Gosto demasiado de ti. E tu de mim. Vamos ultrapassar-nos, está bem? Prometes? Quero que me esquecas, a sério que quero. Quero que encontres outra pessoa. Quero que sejas feliz. E eu já não te consigo dar a felicidade que mereces. És a melhor pessoa que conheci até hoje. A pessoa em quem mais confiei. E por isso mesmo quero-te feliz. Vá, vamos ser felizes, está bem? Separadas. Promete-me que vamos conseguir. Anda, não hesites.
Eu prometo que vou passar a amar-te menos. Prometes o mesmo? Diz que sim. Por favor.
Vamos seguir a nossa vida. Como antes. Diz-me que não te fiz perder a fé no amor. Tu não me fizeste a mim... Anda princesa, sorri. Não, não me dês a mão. Nunca mais me dês a mão. Mas se precisares, a minha vai estar aqui. A teu lado. Sempre.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Ate amanha.

Hoje passei o dia a pensar em quatro pessoas. E as quatro com o mesmo nome (maldicao de nome!). Em ti, claro (se houvesse um dia em que nao pensasse em ti...), na 'nova', que nao me liga nenhuma (que mal terei eu feito?), na 'rapariga de Janeiro' (lembras-te dela? Hoje estive a a falar com ela...) e por fim na rapariga que nao consigo entender o que quer mas que gosto dela.
Tentei ao maximo desanoviar. Apanhei o primeiro comboio que passou e sai numa cidade cujo nome nao me era estranho. Arranjei uma bicicleta e um mapa e fui pedalar para um dos maiores parques onde ja estive.
O parque e lindo, tem um moinho numa ponta, esta cercado por canais e ves animais por todo o lado. Mas nem isto me serviu mim para espairecer dos meus pensamentos. Estou agora sentada num banco, rodeada por patos e cisnes que parecem querer consular-me enquanto eu lhes dou bocados de um bolo que comprei, fumo um dos muitos cigarros que hoje ja me saciaram o vicio e escrevo. Escrevo para tentar esquecer. Mas so me faz pensar mais. Estou farta. Estou triste. E ultimamente tenho estado assim. Logo eu, que nunca estou triste. E tudo por estas quatro pessoas. Fazem-me mal, sabes? Mas ao mesmo tempo fazem-me tao bem...

sábado, 17 de julho de 2010

Noite bem passada.

Neste momento estou sentada num jardim enorme, em cima de uma manta e coberta por outra. Sâo mantas vermelhas e quentes estas, que por aqui está frio.
Oico tocar jazz clássico num palco improvisado. Vejo casais em todas as direccões. Mas o que predominam sao os inúmeros pares de bailarinos que tomaram a iniciativa de acompanhar a música. Dancam swing e dancam bem. Vê-se também mulheres bonitas espalhadas pela relva. Observam solitárias, tal como eu que observo e absorvo todo este ambiente enquanto escrevo e entrecalo golos de cerveja com bafos de tabaco.
O sol já se pôs mas o céu não está escuro, mantém-se claro embora tenha nuvens.
A musica está boa. Muito boa. Imagino-os a tocar 'as time goes by' de Sam em Casablanca. E agora fico com a música na cabeca. Mas rapidamente desaparece quando comeco a ouvi-los tocar 'girl of Ipanema'. Como é que esta música me estava esquecida na memoóia? Acendo outro cigarro enquanto penso na versão original, 'garota de ipanema'. Que bem que a musica soa. Olho em frente. Cada vez há mais dancarinos. Agora invadem o jardim de beleza e música. Oh! Comecaram a tocar a a música do Cabaret. Lembro-me de ter visto a peca em Berlin. Outra música que esta noite saiu do esquecimento.
E agora comecaram a tocar Blues. Que noite mágica, esta.
Comeca um fogo de artifício. Desconheco a razão. O rapaz que agora me acompanha comenta a falta da Carvalhesa. Eu riu-me, teve piada. Comecamos ambos a entoa-la. E agora acabou o fogo e recomecou a musica. A rapariga loira à minha frente finge que toca inúmeros instrumentos imaginários. Está tão absorvida pela música que nem repara no ridículo da sua figura. Mas não há mal, mais ninguém repara. A rapariga bonita ao meu lado já foi convencida pela música e juntou-se ao vasto grupo de dancarinos. Eu vou buscar mais uma cerveja e, quem sabe, meter conversa com o casal simpático que ainda permanece junto à banca. A música é cada vez melhor. E eu vou guardar o meu caderno que utilizo para emergências 'literárias' (não sei até que ponto este texto merece tal designacão) e vou deixar-me levar.
Só houve um erro esta noite: a orquestra tocou Frank Sinatra. Reconheco a qualidade das suas músicas mas o homem era um 'merdas'. Bendito sejas, Coppola.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Conversas.

'-Sabes, és pouco aberta...
-Pouco aberta? Vê-se mesmo que desconheces a minha vida sexual...
(risos)
-Não, a falar a sério... Quando conheces uma pessoa, ficas com uma primeira impressão. Se for boa, fantástico, normalmente corre tudo bem. Se for má, esquece. Qualquer coisa que a pessoa faca, tu criticas.
-Mas raramento me engano.
-É verdade. Mas também já te enganaste...
-Sim, isso também é verdade.
-Vês?"

Tens toda a razão. Foi óptimo falar contigo. Obrigada. Por tudo.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Era uma vez.

Como um dia disse Saramago (quao sabio eras tu, Jose), 'as pessoas nao deixam de ser, apenas deixam de estar'.
O lugar de 'primeiro amor' seras sempre tu a ocupa-lo. E parte do meu coracao sera sempre teu. Mas mesmo com tudo o que me ensinaste, tudo o que me mostraste, toda a felicidade que me ofereceste, tambem me transmitiste o medo. Medo de voltar a amar. Voltar a sofrer. Eu sei que nao mo querias ensinar, eu sei princesa, nao te preocupes. Mas a verdade e que me ensinaste. E eu nao te culpo por isso. Ensinei-te o mesmo, provavelmente.
Mas agora quero voltar a amar. Acho que ja estou preparada. Espero. E preciso de o voltar para te ultrapassar. Nao, nao o faco por ti. Faco-o por mim.
E quando o fizer, nunca me irei lembrar de ti. Porque a outra pessoa ja sera mais importante. Mais importante que tu, que estranho, nao e?
E ela nao me ira fazer lembrar de ti. E uma questao de me saber levar. De saber que eu preciso de confiar. E de mimos.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Ridicula.

Cada vez me sinto mais ridicula.
Como posso eu pensar tanto numa rapariga que conheco ha uma semana? Que me beijou (eu a beijei, alias) numa tarde? Mas a verdade e que penso. E muito. Ela ja me respondeu. E tu ainda nao me disseste nada. Ou entao fui eu que nao te disse. Nao sei. Nao quero saber. Quero nao pensar em ti. Se o preco a pagar e pensar noutra, que seja. E eu confesso que gosto de pensar nela. Ela e linda, sabes? E parece ser boa pessoa. Ias gostar dela. E ias gostar de 'me ver' com ela. Mas eu nao estou com ela. Provavelmente ela nao ia querer, sequer. Nem beijar-me de novo, talvez. E agora era a parte em que tu dizias 'deixa de sonhar, acorda'. Mas sabes que sempre sonhei muito. Sempre fui demasiado utopica.
(A detestavel falta de acentos deve-se a estar a escrever no telemovel).

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Perdida

Tentei escrever sobre inumeras coisas. Nao consegui. Parece que so consigo escrever sobre ti. Ou melhor, para ti. Mas sem que tu o saibas. Morro de amor por ti. Sempre morri. Sempre foste a minha miuda. A minha princesa. Agora, ao tentar esquecer-te, ao tenta-lo a serio, tudo se torna estranho. Sempre fui tua. Era de outras durante minutos, horas, dias. Mas secretamente era sempre tua. E queria se-lo para sempre. Agora ja nao. Ja comeco a sair do nosso mundo de fantasia e a entrar no real. Mas parece que so consigo escrever sobre ti. Foste a primeira e unica pessoa que amei. Que amei verdadeiramente. E nem tive tempo para perceber que te ia amando cada vez mais. Tudo acontecia subtilmente. Eramos o 'casal de sonho' (atencao que nao sao palavras minhas). Mas... E agora? Agora nao passamos de duas miudas apaixonadas a tentar algo tao ridiculo quanto impossivel a que vulgarmente se chama esquecer. Nao, nao tenho a ousadia de querer tal. Quero apenas ultrapassar. Seguir em frente. Sem ti. Nao sei com quem, sozinha, quem sabe. Ou com a unica rapariga que nao me faz lembrar de ti. Mas nao sei o que ela significa, ao certo. E muito menos o que significo eu para ela. Estou perdida. Estou num sitio fantastico e mesmo assim nao paro de pensar no dia de regresso, para a ver a ela e para, quem sabe, te ver a ti. Mas mais a ela. E nao so a ti. Ja sao progressos, nao achas? (Nao vou acabar este blogue sem ter outro post com o titulo 'encontrada'. E so nao o prometo porque nao me arrisco a poder mentir.)

domingo, 11 de julho de 2010

Novo dia.

Hoje o dia está a correr melhor. Não que tenha deixado de pensar em ti. Ou que ela me tenha respondido. Mas estou mais alegre. Já encontrei imensas pessoas conhecidas. Agora o problema é outro: prendas. Quando as pessoas me pedem "traz-me isto" é fácil. Quando me pedem "traz-me uma prenda", há pessoas que é fácil, vou na rua, olho para uma montra e penso "é isto". Agora há outras que é mais complicado. Queria levar-te alguma coisa. Mais por hábito que por outra razão mas pronto. E já vi imensas coisas que sei que ias adorar... Mas não sei se devo levar. E também gostava de levar algo para a "outra" mas não sei o quê... E agora? Alguém tem conselhos?

sábado, 10 de julho de 2010

Triste.

Acabei de discutir com outras pessoas. Neste momento estou numa cama desconhecida, de luzes apagadas, a chorar sem conseguir parar e tapada pelos lencois. Agarrada a um telemovel, a escrever, que e o que ainda me faz respirar fundo e ter calma. Se soubesses como eu estou agora, tenho a certeza que apanhavas o primeiro aviao para vires ter comigo. Tu sabes como eu nunca choro. Mas eu nao quero que me consoles. Quero que outras pessoas o facam, tu nao. (Lamento a horrivel falta de acentos, mas como ja disse anteriormente, estou a escrever no telemovel. E isto e estranho. Nao tem acentos. E agora vou dormir que amanha e outro dia.)

Memórias.

Hoje lembrei-me de ti inumeras vezes. Fui viajar, como sabes. Fui para o aeroporto de madrugada, sem ter dormido nada. Quando lá cheguei fui a correr comprar um café mocca para ver se acordava, fui comprar o público, que é dos meus poucos bons hábitos e fui para a zona de fumadores ler. Quando cheguei cá comprei novo café, mas o público já estava lido há muito, de forma que fiquei a ler um dos muitos livros que trago na mala. Foi tão estranho chegar cá e não te dizer nada, não te telefonar para informar que não foi desta que fui vítima de um ataque terrorista. Sabes, a semana passada curti com uma nova rapariga. Pela primeira vez em muito tempo, uma rapariga não me fez lembrar de ti. Nem o olhar, o sorriso, as palavras, as expressões, nada... Foi óptimo. Mas acho que ela já não que saber de mim. Pela primeira vez uma rapariga não quer saber de mim. E logo esta... Bolas. Eu sei que para mim ela é muito mais importante do que eu para ela, para ela eu não passei de alguns beijos... Mas ela para mim é mesmo importante. Pela simples facto de ter sido a primeira rapariga que não me fez lembrar de ti. E logo esta não quer saber de mim. Mas não lhe posso dizer a importância que ela tem. Não posso mesmo. Mandei-lhe mesnagem ontem um bocado antes de ir para o aeroporto e ela não me respondeu. É triste. Portanto, hoje estou triste. Por ti e por ela. Muito triste.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Adeus.

Estou estranha. Estou confusa. Cada vez sei menos o que devo fazer. Ainda hoje quando acordei e olhei para a janela, pensei "Acabou. Vou recomeçar" e agora, ao olhar para essa mesma janela, não sei o que pensar. Acho que alguém tem que acabar com o que nós temos. E sabes que tenho que ser sempre eu a acabar porque sou a "menina-orgulhosa-e-importante". Por outro lado, quando apareceu alguém novo na minha vida, a primeira depois de ti, achei que ia ser como se te tivesse a ti, de novo. Não foi. Por isso acabou esse novo "romance". Agora apareceu outra pessoa. No início sim, tudo fantástico. Agora não sei. Falamos menos. Não sei se é ela que quer demonstrar que é superior ou se pura e simplesmente não quer saber. Contigo sabia sempre o que querias dizer. Era tão mais fácil. Não imaginas como é difícil tentar apaixonar-me por outra pessoa que não tu. E o pior é que sei que é a minha melhor alternativa. Ajuda-me. O que fizemos nós no início? Sempre foi simples. Nunca fiquei confusa ou em duvida. Porque é que agora é diferente? Será que ela não quero saber mesmo de mim? Sabes como isso é estranho para mim. Porque tenho a mania que todas querem saber. Mas se calhar "apanhei" uma que não é assim. O que torna as coisas ainda mais estranhas. Eu nunca tive dificuldades ou grandes problemas neste tipo de coisas. Até contigo, que és a pessoa mais complicada que há, era fácil. Olhava para ti e sabia tudo. Neste caso não. Ajuda-me, tu, que sempre me ajudas-te. Tenho a certeza que no meu lugar saberias o que fazer. Eras tão melhor que eu neste tipo de coisas. Eras e és. E no entanto no momento certo não o soubeste ser. Estranho. Triste. E mais triste ainda é não parar de falar de ti. Mas isto vai acabar. Espero eu. E que "a outra" queira realmente saber de mim. Que não torne as coisas mais estranhas, complicadas e tristes. E ela que nem sabe que tu foste um grande amor meu. E eu que não minto nem omito. Mas neste caso tem que ser. Se não, não teríamos mais temas de conversa. Adeus, minha miuda.

"Eu fico ali sonhando acordado, juntando o antes, o agora e o depois"

E mais uma vez, cometeste o erro. Um dos tantos. Ou fui eu que o cometi. Não sei. Quero e não quero estar contigo. Quero e não quero falar contigo. Antes a dúvida nem se punha. Ia todas as tardes a correr ter contigo para lancharmos, jantarmos e dormirmos coladas. Bastava ver-te sorrir que me sentia a pessoa mais completa do mundo. Mas esse sorriso já está extinto. Bem como todos os nossos refúgios. E eu cometo cada vez mais o mesmo erro. Por mais que goste de ti. E não, não te estou a substituir. Sabes que nunca faria tal coisa. Para mim, és insubsituível. E sempre o serás. Mas tudo o que nos poderia unir acabou. Neste momento nem os teus beijos me consolam. Já demos tudo o que tínhamos a dar, a verdade é essa. Triste mas verdadeira. Puramente verdadeira. Desculpa. Desisto. Sim, eu. Eu desisto. Estranho, não é? Mas vou cometer o erro. O duplo erro, aliás. De desistir e de me deixar apaixonar por outra pessoa. Que até tem o mesmo nome que tu. Mas são opostas, não te preocupes. Gosto de ti. Gosto muito. Acredita. Vou gostar sempre muito. Sempre. Muito.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Dá-me a mão. Rápido. Corre.

Sinto-me uma pessoa estranha dentro de mim mesma. Uma pessoa indecisa, uma pessoa com demasiados problemas e novidades a girar à sua volta. Ontem fui à Cinemateca. Já não ia lá há umas semanas. Tinha saudades. A Cinemateca faz-me sentir bem. Faz-me sentir aconchegada. Em casa. Sim, a Cinemateca é para mim como a tua casa é para ti. Mas a tua casa também é a minha casa. Aliás, agora já não é. Foi. Era. Porque é que não facilitas as coisas? Sabes como é fácil... E sabes que não tens muito tempo, já me conheces. Por favor, não me deixes apaixonar por mais ninguém. Sabes que estou quase a cometer esse erro. Sim, erro. O meu lugar é contigo. E tu sabes disso melhor que eu. Vem, dá-me a mão. Rápido. Corre.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Primeiro post

Sugeriram-me para começar este blogue a dizer mal de alguém. Ou com uma agenda cultural. Ou a falar do meu grande amor. Como não me decidi, acabo por não falar de nenhum. Por falar exactamente no blogue. Porque já tinha saudades de ter um. E como tal, aqui está ele.